domingo, abril 04, 2010

PERDAS

Queria tanta coisa que não fui,
não coube no tempo

e agora que já não há mais jeito
de retornar refazendo
morro de pena de ter perdido

tudo no vento!

(Elza Fraga)

12 comentários:

Lara Amaral disse...

Tenho vc no facebook por causa dos amigos poetas em comum, mas só hoje vim conhecer seus blogs.

Gostei muito, principalmente deste de poesia.

Foi um prazer. =)

Abraço.

Zélia Guardiano disse...

Lindíssimo o seu blog!
Parabéns!
Voltarei muitas vezes, para me encantar...
Um abraço

Inês disse...

Momento Fernando Pessoa?

Elza Fraga disse...

Lara, brigadim por estar aqui.
Amo o que vc escreve.
E amei conhecer vc.
Bitokitas de luz e cor.

Elza Fraga disse...

Zélia, minha querida. Bom ver vc aqui, passeando pelos meus toscos poemas. Sou só uma aprendiz eterna
na arte de armar versos.
Bitokitas e muita luz.

Elza Fraga disse...

Inês
Brigadim pela visitinha ao versoinverso,
Visitei o seu espaço e voltarei mais vezes.

Ah, o poema PERDAS não é um momento Fernando Pessoa.
É um momento de avaliar prejuízos e tentar salvar alguma coisa do caos.
As perdas as vezes servem pra mostrar uma outra estrada, e se a gente perdeu no vento e não pode refazer, quem sabe não tem ainda uns segundinhos pra se abrir outra porta???

Bitokitas e domingo de luz.

líria porto disse...

queres saber - não fiz não fiz - nada de peso! alguma outra coisa eu fazia e foram elas que me tornaram quem sou.

afastem de mim o cálice da culpa... risos

besos

Elza Fraga disse...

Liria, por isso que eu amo você, rsrsrs.

Afi(n)adíssima! Cortante!

E afastem de mim também...Amém! Rs

Besitos.

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

O poeta NUNCA "foi", ele é!
Passado, presente, pretérito, perfeito, imperfeito... :-)

Circum Viagem

"Caminha, pois, à beira de abismos
sob a sombra das estrelas...
Pois, para chegar tens que partir
Para esquecer, tens que recordar
Para acordar, tens que sonhar
Para renascer, tens que morrer...
Pois, para o coração de um poeta
Os versos são a nau de viagens de luz e sombra..."

Um beijo querida Elza, obrigada pela visita, volte mais vezes...

Em tempo, vou ler-te com a devida calma.

Márcia

Elza Fraga disse...

Oi, Márcia volte sempre que quiser, viu?
Eu fui visitar vc e voltei extasiada,
não conhecia seu trabalho e fui de xeretada em xeretada até encontrá-la.
Brigadim por vir retribuir minha visitinha, eu também , agora que achei vc, estarei mais vezes no seu espaço.
Bitokitas e muita luz procê.

Marcantonio disse...

Palavras emblemáticas que me tocam fundamente. Talvez porque eu já as aguardasse...

Abraço.

Elza Fraga disse...

Marcantonio
O mal da gente é jogar tudo no vento.
Como é difícil catar os caquinhos espalhados. O vento é um brincalhão. Hora sopra pro sul, ora sopra pro norte, e a gente ali, no meio do redemoinho, oscilando tal pêndulo maluco.
Não deixe que o vento te leve!
Desista de recolher o que foi soprado pra longe.
Conselho de amiga, rsrsrs.