sábado, maio 22, 2010

AINDA

Um dia 
todos
saberemos
o que há
afinal
atrás do muro
da vida...


Nem é tão escuro
como percebemos
daqui
deste chão
que a gente pisa

Descobriremos
o quanto fomos
tolos
ao não parar
pra cheirar as flores
do caminho.

De sorver o vinho
de beber o ar do dia
chuvinhento
de se despir ao vento!

A vida continua
Apesar das nossas idas
e vindas.

Nem a morte para
o relógio do tempo

ainda!

(Elza Fraga)

6 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Poema lindíssimo, Elza!
Faz pensar...
Acabo de comentar lá no Assis, que hoje aborda este mesmo tema.Interessante, né?
Um forte abraço, minha amiga

Elza Fraga disse...

Oi, Zélia, brigadim pela dica, vou agorinha lá no Assis ler o dele.
Seja sempre muito bem-vinda aqui e nos outros blogs, aliás, hoje, todos os tres estão com tema parecido, rsrs
Bitokitas e luz.

Lara Amaral disse...

Sim, quanta miudeza nos passa despercebida.

Lindo, Elza, adoro suas reflexões em forma de belas poesias.

Beijos!

Elza Fraga disse...

Oi, Lara,
ainda acho que a gente tinha que sentar no meio fio e ver a vida de camarote.
Nada deste negócio de compromisso,
trabalho, estudo, só espiar pelas frestas do mundo.
E aí a gente ia ver céu azul, flores de todas as cores, cheiro de eternidade.
E bastava isso pra gente ser feliz!
Bitokitas, minha querida, e dia de sol procê.

Assis Freitas disse...

o inevitável nos espreita e o tempo é cumplice. abraço

Ava disse...

Elza querida!
Obrigada por seu carinho!


E aqui a ler voce e a sentir o quanto é visceral tuas palavras...

A vida continua, e aí de nós se a perdemos de vista. Ficamos perdida no meio do caminho... Então, troucha nas costa e vamos embora!


Beijos no coração!